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Impressões da Bahia: Praia do Forte, firmando amizades


Então o Marcos resolveu me levar pra conhecer Mãinha, a mãe de um amigo dele, e que resolveu "adotar" o Marcos e o Ueverson, assim que chegaram na Bahia. Ela mora em Dias d'Ávila, cidade onde o Marcos trabalha.
Pegamos o ônibus e fomos, eita lugarzinho longe, não chegava nunca! Em pé no ônibus, uma mulher do meu lado comendo amendoim e jogando as cascas todas no assoalho do ônibus, e eu horrorizada com aquilo. Quando finalmente chegamos na cidade, estava acontecendo uma manifestação da população por causa de uma fraude na entrega de casas populares, aquilo parou a cidade, as ruas foram fechadas, então tivemos que descer e pegar moto-táxis.
Foi um martírio conseguir chegar à casa de Mãinha, e acabamos ficando pouco tempo, porque logo o Marcos tinha que voltar ao trabalho. No caminho ele me mostrou um morro e disse que ali tem uma tirolesa, não levei muito à sério porque a cidade não é turística, então por quê teria uma tirolesa bem ali?


Aos finais de semana meu lado mochileira aflorava, mas durante a semana era tratada como uma princesa, maridinho não me deixava fazer nada, afinal eu estava de férias e merecia descansar, numa terça-feira em que fomos passear pela cidade eu pensei: quando o Marcos sai pra trabalhar fico tão sozinha, podia combinar de fazer algo com a Sayllen. 
Sayllen? Quem é? Bem, o marido dela trabalhou com o Marcos na Bahia entre 2010 e 2011, e acabamos ficando amigas por tabela, digamos assim, não nos conhecíamos pessoalmente, só pelo Facebook e pensei que essa podia ser a chance, afinal ela está morando em Camaçari também. Enquanto pensava nisso percebi alguém me fitando, e quando olho, adivinhem?! Sim, ela mesmo! A Sayllen tava ali parada olhando pra mim surpresa, e eu boquiaberta com a coincidência. Nos abraçamos, ela me apresentou pra sogra, dona Perpétua e pra mãe dela, a Dorinha, que estavam de visita, não acreditávamos que tínhamos nos encontrado assim.
Aí eu meio que me convidei pra sair com ela no dia seguinte, e eles iam pra Praia do Forte, que eu já conhecia, mas tinha gostado muito, não custava nada ver de novo, e aproveitar pra gente se conhecer melhor.
Na manhã seguinte levantei bem cedinho e fui esperá-los numa avenida, o Marcos me acompanhou até ali mas voltou pra casa, afinal ele chega do trabalho de madrugada e precisava descansar. Seguimos para a Praia do Forte. É outra Bahia aquilo. Um lugar lindo, limpinho, com pessoas muito prestativas, tanto que assim que chegamos um morador que trabalha como monitor de turismo nos informou que se entrássemos antes das 09h00 no Projeto Tamar não pagaríamos a taxa de R$ 18,00 (valor bem diferente de Arembepe, né? Mas esse Tamar tem mais recursos).
Entramos, eu já conhecia, mas continuo me encantando com tanta beleza, aquelas tartarugas lindas, os filhotinhos, os tubarões, tudo lindo, lindo! Depois que olhamos tudo, e resolvemos sair, ouvimos um dos funcionários dizendo com a maior tranquilidade baiana: "Olhe, baleias."

A tartaruga de couro pode alcançar esse tamanho!!!
Esse é o Mero, um gigante muito dócil
Sayllen e eu

Tartaruga Cabeçuda
Sayllen admirada com o tamanho que as tartarugas alcançam

Na sequência: Oliva, Cabeçuda, de Couro, Verde e de Pente.
O Archelon viveu no período cretáceo

Filhotes com uma semana de vida
Tubarão lixa, aqui podem ser acariciados

Luiz pescando o tubarão
Réplica de peixe sol em tamanho natural, enorme!



 Eu arregalei os olhos, olhei pra Sayllen, ela me olhou, achamos que não tínhamos ouvido direito, mas sim, elas estavam ali! Um grupo de baleias jubarte! Senti um arrepido percorrer meus braços! Eu nunca tinha visto uma baleia ao vivo. Tudo bem, estava longe pra caramba, nem conseguimos ver direito, fotos então, não conseguimos, mas só de saber que elas estava ali a emoção foi das maiores que já senti na minha vida! Sayllen e eu parecíamos crianças, de tanta empolgação!

Tá vendo aquele pontinho branco? Pois é, foi tudo que minha câmera alcançou, preciso de uma com mais alcance!
Elas se reproduzem no litoral brasileiro, e começam a chegar por volta de julho, agosto... que coisa linda! Eu e Sayllen queríamos muito fazer o passeio de observação de baleias, que estava saindo em média R$ 100,00 a R$ 150,00 por pessoa, meio salgado pro nosso bolso, mas já estávamos quase desembolsando, aí lembramos que o Luiz tinha que voltar na hora do almoço, porque ainda ia trabalhar. Observamos de longe mesmo, depois fomos andar pela cidade, fazer umas comprinhas e almoçamos num self-service, Luiz pagou meu almoço, fiquei avexada, nem precisava, mas muito obrigada, rssssss! Ainda demos um pulo no Instituto Baleia Jubarte, e tivemos que nos contentar com as réplicas das jubartes, se tivesse mais tempo eu ainda encarava um trilha pela mata até a Praia de Imbassaí.




Passei uma manhã muito gostosa com a Sayllen, Luiz, Dorinha e dona Perpétua... Ô pessoalzinho agradável.
Voltamos pra casa, felizes da vida por ter visto aquelas maravilhas nadando bem ali na nossa frente!


Dicas úteis:

http://praiadoforte.org.br/
A Bahia é dividida em 13 Regiões Turísticas, sendo que Praia do Forte faz parte da região denominada Costa dos Coqueiros.
Se você for pela manhã, aproveite pra entrar gratuitamente no Projeto Tamar, até as 09h00 você não paga nada, mas também não tem acompanhamento dos monitores.
Existe muito mais coisa pra se ver e fazer na Praia do Forte, conheça a Reserva da Sapiranga e as ruínas do Castelo Garcia d'Ávila, o único legitimamente medieval do Brasil.
Vale a pena ter a carteirinha HiHostel, pois além da hospedagem, aqui na Praia do Forte você tem desconto em algumas atrações à parte:
http://www.hihostelbrasil.com.br/hostels_brasil/praia_forte.html

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