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Aventuras e Desventuras no Pará: Algodoal, Belém e Barcarena - 2ª Parte


Nosso amigo, Ted estava super entusiasmado, mandando mensagens diariamente, perguntando sobre o lugar, e já disse que um dia vai prá lá. Também, cada dia eu contava uma novidade daquele lugar lindo!
Depois do Café da manhã fomos para Fortalezinha: pegamos a rabeta Lembrança de Jah e partimos, haja água! Quando chegamos não tinha nada lá, só uma ou outra cabaninha rústica, aí do outro lado, pertinho, no continente tinha um povoado chamado Quarenta e tem Quatro Bocas, e ali tem até carro, rssssss!






















Descemos da rabeta e subimos passando pelo povoado de Mocoóca, andamos muito, subimos morros, descemos, e a Nanny, coitada, tinha que fazer uma parada a cada 20 metros andados... Chegamos finalmente à Vila de Fortalezinha, e achei graça porque tinha até uma lojinha de roupas ali, pensa num lugar agradável, uma paz... Descemos pra praia, que lugar pitoresco!!! Um barzinho de reggae que tocava mpb, jovem guarda, anos 80, samba e até reggae, vejam vocês, rssssssss!!!















Almoçamos arroz, feijão, vinagrete, farofa e corvina frita, tudo simples e uma delícia, sendo R$ 10,00 por pessoa, e R$ 2,00 a água de coco. Ficamos admirando e fotografando aquela belezura de lugar até as 15h00, quando já tinha maré suficiente pra voltarmos, paramos numa escola pra beber água, uma escolinha até a 4ª série, tão charmosinha.











































Pegamos a rabeta e uns rapazes foram de carona até o Quarenta, onde desci pra dar uma volta também. Depois voltamos pra pousada felizes da vida com nosso passeio. Na pousada fizemos amizade com mais dois casais, sendo um de São Paulo.

















































À noite finalmente fomos tomar o tacacá da Roze, o quiosque dela é um primor, tudo limpinho e organizado, e tudo o que ela faz tem um sabor, que mãos de fada pra cozinhar! Tomamos o tacacá e tinha tanto jambu que adormeceu até o esôfago, rsssssss. Uma delícia! Depois comemos o vatapá, nossa, que que é isso? O melhor vatapá que já comi na vida! Passamos nossos faces uma pra outra, pra manter a amizade e rolar uma propaganda porque ela merece, uma simpatia de pessoa!



























Depois mais sorvete no Bigu, conversamos bastante, trocamos telefone e nos despedimos, já cheias de saudades. Foi um dia perfeito!
Último dia na ilha, nos levantamos cedo, banho, nos arrumamos, tomamos café, acertamos as contas na pousada, o seu José Cristo, pai das donas da pousada fez uma musiquinha pra Nanny, que eu gravei, uma gracinha, aí o Fábio apareceu e nos ajudou com a bagagem até o cais. Subimos no barco e no meio da viagem a surpresa que faltava: um par de botos nadando ao lado do barco, pena que foi muito rápido, nem deu tempo de bater uma foto! Mas valeu a pena. Chegando em Marudá pegamos o ônibus e parecia que não chegaria nunca em Belém, mas às 17h00 chegamos lá. Seguimos as indicações e chegamos direitinho no Hotel Fortaleza, que medo! Uma rua estranha, pessoas estranhas, e agora eu posso dizer que sou mochileira de verdade, passei na prova. A diária ficou em R$ 22,50 pra cada uma. Largamos as coisas lá e fomos direto pra Estação das Docas, que lugar lindo! Foi transformado num shopping, muito limpo, lindo mesmo. Pedimos um palmito de metro e uma Amazon Beer, mas como eu não consigo tomar cerveja a Nanny teve que dar conta do recado!






































Meu amigo Amsterdan insistiu pra dormirmos na casa dele no dia seguinte, a Nanny não queria, mas já estava nos planos, e depois de comprar umas lembrancinhas no Ver-o-Peso, e uma passada no Forte do Presépio pegamos uma lancha pra lá. E sem sombra de dúvidas, foi a viagem mais linda que já fiz, por dentro daqueles furos, vendo aquelas comunidades ribeirinhas, aquela realidade tão diferente, mas aquelas pessoas estampando felicidade apesar do pouco que têm. Meus olhos se encheram com tanta beleza. Chegamos e ficamos aguardando o Amsterdan e a família nos buscarem, aí fomos direto pra praia do Cariri, praia de rio com cara de mar, com ondas e tudo! Nos divertimos à beça, depois fomos pra um hotel, pra dar uma volta, ver a casa na árvore e tirar fotos.


























Finalmente chegamos na casa deles, que tem uma pizzaria na frente, à noite comemos uma pizza muito gostosa e fomos andar num trenzinho muito doido que passeia pelas ruas da cidade, com a Luanny, era o sonho dela andar nesse trem. Depois nos divertimos a beça, num parquinho de diversões, na verdade nós passamos muito mal, isso sim, kkkkkkkkkkkkkkk, eu e a Nanny.









































Na manhã seguinte levantamos cedo, era nosso último dia ali, nos arrumamos, ajeitamos a bagagem e ficamos prontas para nos levarem ao aeroporto, que fica bem longe, tem até uma balsa de 40 minutos entre Barcarena e Belém. Mas foi chegando a hora de ir embora e nada, foi batendo um desespero, nossos anfitriões saíram de casa em cima da hora, e perdemos uma balsa, a de 13h30, a outra só às 14h30, mas nosso vôo era às 15h45!!!
Fomos ficando desesperadas, a Nanny ficou toda empipocada, porque não pode passar nervoso! E aí foi a desventura, eu acompanhando o status do vôo pelo celular, e pela primeira vez um vôo meu estava pontual... A balsa não chegava nunca! Quando finalmente chegou, tinha aquele mundo de carros na frente, inclusive um sendo rebocado por outro, numa lerdeza sem tamanho! Eu acompanhando o status, a Nanny desesperada, e quando estávamos chegando perto do aeroporto, que é longe da balsa, nosso vôo partiu sem a gente!




Fomos procurar um reembolso ou a passagem pra outro horário, o preço dobrava, aí sentamos e choramos, choramos, choramos!!! Até que algumas horas de desespero depois a única opção foi comprar um vôo pela Gol, R$ 800,00 cada, e lá se foi minha felicidade por ter conseguido fazer uma viagem ecônomica! Só na passagem eu gastei o que custou o passeio todo, com passagens, hospedagem, refeição e passeios! Que tristeza!
Amsterdan, Leila e Luanny foram embora porque não podiam perder a balsa, eu e a Nanny já tínhamos perdido nosso vôo, embarcamos na Gol e eu me sentindo culpada porque devíamos ter ido visitá-los e voltado pra Belém, evitando assim toda essa desventura! Choramos muito, foi difícil fazer o pessoal da família entender que a culpa não foi nossa, porque estávamos prontas desde cedo, mas chegamos à conclusão de que apesar de tudo, atingimos o objetivo de conhecer aquele lugar lindo e conhecemos muita gente legal também. 
Recomendo Algodoal, é lindo demais, e muito tranquilo se vc for, como nós, fora da temporada. Belém, não tivemos tempo de conhecer muita coisa, é uma cidade bonita também, mas um pouco perigosa, então fiquem atentos quando estiverem lá, nós mesmas vimos duas pessoas nos rodeando e saímos rapidinho de onde estávamos, de qualquer forma vale a pena, o Pará é um lugar lindo!!!
Mas não percam o vôo!!!


Comentários

  1. Amiga vamos guardar o que foi inesquecível de bom, e esquecer a parte ruim, lindas fotos! Quem sabe um dia vc volta lá e vamos juntos?beijão

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    1. É isso aí, Paula, e olha, a galera toda junta lá seria o máximo!!!

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