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Um fim de semana em Cunha


Véspera de carnaval, nenhuma idéia na cabeça. De um estalo decidimos ir pra Cunha.
Chamamos as crianças, mas nenhum deles quis ir. Beleza, pegamos a T3, nossas tralhas e fomos só os dois. Imagina: véspera de carnaval, pegar a Dutra com o povo todo querendo ir pro Carnaval de Marchinhas de São Luís do Paraitinga!? Foram quase 2 horas só pra chegar até Taubaté, mas pelo menos, passando esse trecho ficou uma beleza, quando percebemos já estávamos em Cunha. Que delícia de lugar, que ar puro e gostoso, que calor bom! Fomos direto ao CIT pra pegar informações sobre um camping ou pousadas. Acabamos ficando com a 2ª opção, afinal o camping era meio longe... A única pousada que tinha um único quarto vago, era a Pousada do Sossego, e gente, eu amei!!! Os donos, um casal já aposentado, é uma belezinha, ele adora conversar, contar como eram as coisas antigamente, ela adora contar piadas, e que mãos aquela mulher tem pra cozinhar, vocês nem imaginam!



Pagamos R$ 100,00 a diária para casal, já com o café (e que café) da manhã incluso: pão francês, broinha, biscoitos, requeijão caseiro, manteiga da roça, queijo minas fresquinho, dois tipos de suco caseiro, presunto, mussarela, arroz doce, dois tipos de frutas e bolo. Ufa, acho que tinha mais alguma coisa, mas foi o arroz doce mais espetacularmente gostoso que já provei na minha vida!


Chegamos, nos instalamos na pousada e fomos procurar um lugar para almoçar, isso porque já era quase hora da janta. Achamos um restaurante bem simples, comemos e fomos andar pela cidade que é pequena (embora em extensão Cunha seja a maior cidade do Vale do Paraíba, a maior parte de suas terras é zona rural), tiramos algumas fotos, tem lugares lindos, bem bucólicos, em cada cantinho da cidade, vimos o povo se preparando pro carnaval, andamos um pouco a noite pra ver o agito e fomos dormir, realmente, um sossego, apesar da pousada ficar bem no centro e próxima às ruas por onde o bloco passa.


Na manhã seguinte eu queria conhecer a tal da Pedra da Macela, ponto culminante da cidade, mas acordei com o corpo ruim, uma gripe daquelas! Tomamos o café da manhã e fomos assim mesmo. Na beira da estrada tinha um casalzinho pedindo carona, loirinhos, ela com o cabelo cheio de dreads, meio hippies os dois, aí convenci o Marcos a dar carona pra eles. Foi só parar o carro que eles chamaram mais duas meninas, putz, e agora? Meu carro é pequeno e eles eram bem grandinhos!!! Pulei pro banco de trás com as  meninas e deixei o rapaz ir na frente, me senti menor ainda no meio daquele monte de gente grande, todos alemães, fazendo intercâmbio aqui, e tentando ir pra Paraty, que por acaso faz divisa com Cunha. Não dava nem pra se mexer dentro do carro, mas tava divertido, sempre legal conhecer gente nova. Os deixamos na divisa, já que pra descer pra Paraty por aquela estradinha tem que ser um carro 4x4, ou pelo menos mais alto que o meu, assim que os deixamos passou uma pick up e os levou...



Então voltamos para a Pedra da Macela, a cidade tem muitas cachoeiras, inclusive na beira da estrada, a estrada é de terra mas o caminho da porteira até a pedra é pavimentado, mas liberado apenas para pedestres, aquela febre, o corpo todo dolorido, e um sol de matar, mas não desisti, chegamos lá e valeu muito a pena, o visual é deslumbrante do alto dos seus 1840 m de altitude!!! Ficamos um tempo ali, tirando fotos, curtindo o momento, avistando de um lado o Vale do Paraíba, do outro a baía da Ilha Grande e mais a frente Paraty. Que coisa linda!




Na volta passamos numa cervejaria artesanal chamada Wolkenburg, que em português quer dizer Castelo nas Nuvens, e é o que parece mesmo, que estamos nas nuvens, fica no alto da montanha, numa área de proteção ambiental muito linda. O dono, um alemão é uma simpatia, e não economiza na hora da degustação, até eu que não bebo tive que provar, e não é que a cerveja é boa se comparada com as mais conhecidas? É bem suave e o Marcos acabou comprando um kit.



Dali fomos procurar um pesqueiro, mas ô pesqueiro longe! Acabamos desistindo antes de encontrar, paramos num restaurantezinho bem simples, bem da roça, nem placa tinha, mas era tão aconchegante, comidinha no fogão à lenha, feita na hora.
Voltamos pra pousada, tomamos um banho, descansamos e a noite fomos de novo pra praça, o povo tava bem animado, e eu quebrada. Na manhã seguinte, depois do café da manhã delicioso e muitas piadas, fomos visitar a casa do artesão e o ateliê mais famoso da cidade, o Suenaga & Jardineiro, ah, sim, o ponto forte de Cunha são as cerâmicas, uma mais linda que a outra, e desde decoração até utilidades pra casa, tudo perfeito, mas o preço é meio salgadinho, rsssssss!


Voltamos pra pousada, pegamos nossas coisas, nos despedimos e voltamos pra casa, eu já nem sentia mais o corpo ruim por causa da gripe, tava tão leve, tão feliz, adorei conhecer esse lugar tão lindo, pertinho da minha cidade, que meu pai sempre dizia que valia a pena conhecer...


Comentários

  1. Oi, boa noite, você foi outras vezes à Cunha, e qual o telefone da pousada e preços, você sabe dizer? Obrigado e beijos

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    1. Oi, Gerson. Não voltei mais lá, mas está nos planos, minha filha não quis ir daquela vez e agora vive cobrando que quer conhecer, rsssssss. Faz tempo que estive lá, na época a diária do casal era $100,00, provavelmente agora deve ter aumentado. O contato é esse:
      End.: R. Cel. Macedo, 323 – Centro
      Tel.: (12)3111-1755
      Site: http://www.guiafacil.com.br/pousadadosossego
      Mas dê uma passada no CIT também, que lá eles dão muitas dicas dos pontos turísticos da cidade.
      Um abraço e boa viagem! Depois me conta como foi!

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    2. Olá, dei uma passada em Cunha no último final de semana, para um bate-volta, e passei pela Pousada do Sossego, fiquei muito triste em saber que o dono da pousada faleceu no ano seguinte à nossa estadia lá, mas a pousada continua aberta (está a venda toda mobiliada) e a diária custa R$ 65,00 por pessoa, com café da manhã.

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  2. Lelah, tudo bem? penso em ir pra Cunha em algum final de semana de junho. Sabe se há camping na cidade? e sabe também se terá quermesse junho inteiro?

    desde já, gratidão :)

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    1. Suellen, mil perdões, só agora vi sua pergunta. Caso ainda tenha interesse, eu sei que lá tem um camping, o Chacrazen, na Rod. Cunha-Paraty, Km 51. Não conheço pessoalmente, mas dizem que é bem zen. A diária está em torno de R$ 25,00 por pessoa, com café da manhã.
      Espero ter ajudado.
      Um abraço.

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  3. Lelah, tudo bem? penso em ir pra Cunha em algum final de semana de junho. Sabe se há camping na cidade? e sabe também se terá quermesse junho inteiro?

    desde já, gratidão :)

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  4. Oi, Lelah, tudo bem? Nos conhecemos no Zé Roque há pouco mais de um mês. Estava pesquisando Cunha e por coincidência acabei chegando aqui no seu blog! Adorei o post! To procurando camping na região, se puder indicar algo, ajudaria muito! Bjs

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    Respostas
    1. Oi, Dani! Que bom que gostou do post. Olha, quando estive em Cunha não acampei, mas me indicaram um camping lá. É o Chacrazen, fica na Rodovia Cunha-Paraty km 51. Parece que agora está em torno de R$ 25,00 a diária, com café da manhã incluso. Dizem que os donos são uma simpatia, e muito zen! Acho que ainda é o único camping de Cunha, fica um pouco afastado da cidade, mas todos falam bem de lá.
      Um abraço e bom passeio!

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